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sexta-feira, 4 de março de 2011

O Cristianismo e o Deicídio : A ocasião faz o perdão



Por: Hélio Dehon

Acabo de ouvir no noticiário que o papa Bento XVI assumiu nova posição quanto ao deicídio em seu novo livro e que depois de 2000 anos finalmente (como um milagre) o povo judeu não pode ser mais responsabilizado pela morte de Cristo na cruz. E ponto final. Desde tal  incidente (o assassinato do nazareno no gólgota) também conhecido com deicidio,o povo judeu jamais teve paz , sofrendo toda sorte de perseguições também conhecidas como pogroms em todo continente europeu e fora dele. Foram submetidos a violência e assassinatos regulares tendo suas casas e sinagogas destruídas e queimadas principalmente nos primeiros séculos do cristianismo. Juntamente com a acusação do crime de usura, que consiste em emprestar dinheiro com a posterior cobrança de juros excessivos (o que hoje é completamente aceito por nossa economia) os judeus foram sistematicamente postos de lado até a oficialização de uma política de segregação racial  chamada de anti semitismo, incluída em teses filosóficas e antropológicas, passando pelas teorias da eugenia e Darwinismo social e culminando no nazi-facismo e no holocausto.



O que o pontífice supremo advoga é que não o povo judeu como um todo, mas seus sacerdotes do templo (caifás , os sumo sacerdotes e o sinédrio) foram os responsáveis por tal execução sumária. Mas porque essa conclusão só agora ? Porque o papa leu com detalhes o novo testamento e chegou a essa euristica descoberta. E os outros 265 papas e outros milhares de bispos, padres e teólogos durante 2000 anos , qual o motivo de nunca terem enxergado isto?
Por pura e simples OCASIÃO e status quo atual. Atualmente não os judeus , mas sim outros grupos étnicos e filosoficamente opostos e mais ameaçadores, como os mulçumanos e outros grupamentos cristãos (como nossos conhecidos evangélicos) são a real ameaça a hegemonia católica. Muito pelo contrário, atualmente os judeus juntamente com os Estados Unidos da América, e claro a igreja católica (sempre unida aos poderosos de cada época) perfazem  a santíssima trindade . A contra reforma católica iniciada no século XVI continua até hoje (vide a renovação carismática) como forma de mostrar uma igreja mais agradável e tolerante. Realmente, um alemão ex soldado da Wehrmacht, isentando o povo judeu, não parece ser obra da coincidência. Como não foi coincidência a escolha de um papa polonês (João Paulo II) para dar uma apoio contra a então União Soviética comunista - OCASIÃO!!
Os arrependimentos papais não soam sinceros, não se enganem , não são pedidos de desculpa de almas inquietas, mas sim adequações ao sistema sócio político atual . Quem sabe daqui a 400 anos nossos descendentes ouvirão o Papa da época se desculpando pelo atual massacre na Palestina , se unindo a alguma teocracia mulçumana dominante e retomando um novo tipo de anti semitismo ? Se  a OCASIÃO  assim permitir ...


Hélio Dehon
ensaiosemanifestos@hotmail.com


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